
Falantes nativos de inglês têm dificuldade em aprender outros idiomas ou se tornar bilíngues. Apenas cerca de um terço dos britânicos consegue falar outro idioma, por exemplo, comparado a mais de oitenta por cento na União Europeia.
Por que é tão desafiador? Bem, existem vários motivos culturais e técnicos. O inglês é o idioma mais falado no mundo e funciona como uma língua franca internacional. Por isso, há menos incentivo para falantes nativos de inglês aprenderem outra língua — a não ser que seja um interesse pessoal, útil para uma mudança de país ou para a carreira.
Outro motivo é que o inglês, apesar de ter um vocabulário enorme, é um idioma gramaticalmente simples. Alguns leitores talvez se lembrem das infinitas conjugações de idiomas estrangeiros ensinadas de forma mecânica nas escolas — e da dificuldade de absorver tudo aquilo. Essa transição complicada da gramática simples do inglês pode ser um primeiro obstáculo traumático do qual muitos estudantes nunca se recuperam de verdade.
Com isso em mente, decidimos dar uma olhada em alguns dos idiomas mais fáceis de aprender para falantes de inglês. São idiomas que levam menos tempo para aprender porque são próximos do inglês ou possuem simplicidades que tornam a transição mais suave.
Todos esses são os idiomas da Categoria 1, que levam cerca de 600-750 horas de aula para aprender. Se você está procurando aquele que é falado pelo maior número de pessoas, o espanhol é o vencedor, claro — tornando-se um rival do inglês no cenário global e falado por mais de 600 milhões de pessoas no mundo todo, ou mais de 7,5% da população mundial. Esse é o idioma românico que ensinamos (em inglês) na Iberia Language Academy.
Mas o espanhol não é o único idioma mais acessível — aqui vai um infográfico com mais detalhes e algumas estatísticas importantes sobre cada idioma.

Aqui vai um resumo rápido do porquê de cada um desses idiomas ser mais fácil de aprender a partir do inglês — além de um desafio importante em cada um.
Provavelmente a escolha mais prática. Foneticamente consistente, amplamente falado e com uma gramática direta (comparado ao francês ou alemão). O vocabulário se sobrepõe ao inglês em muitas áreas graças às raízes latinas (Terrace = Terraza). Partes complicadas? As conjugações verbais podem dar trabalho e existem sotaques regionais que rivalizariam com uma viagem entre Glasgow e Newcastle.
Saiba mais neste outro post do blog da ILA sobre as diferenças entre inglês e espanhol.
Compartilha muito com o espanhol, então se você sabe um, o outro fica mais fácil. O português escrito é surpreendentemente parecido com o espanhol. A pronúncia é o principal obstáculo — especialmente o português europeu, que tende a engolir as vogais. Mas a gramática e a estrutura são familiares para qualquer pessoa que já tenha tentado espanhol ou italiano.
Como idioma germânico, o holandês é muito próximo do inglês. A ordem das palavras e a estrutura das frases vão parecer estranhamente familiares. O vocabulário também se sobrepõe bastante. Então o que é difícil? A pronúncia pode soar áspera e os gêneros das palavras podem confundir você no começo. O holandês escrito também pode ser um desafio, até para os próprios holandeses.
Pense no holandês, só que mais simples. Sem conjugações verbais por pessoa ou número, sem gêneros nos substantivos e uma ortografia mais lógica. Muitas vezes é considerado o idioma mais fácil para falantes de inglês. O desafio? Muito menos recursos e falantes no mundo, então há menos oportunidades de aprender ou praticar fora da África do Sul ou da Namíbia.
Gramática limpa, pronúncia direta e lê-se como um primo do inglês. Assim que você pega o jeito dos padrões das frases, flui facilmente. Mesmo assim, os dialetos variam muito entre as regiões — até os próprios noruegueses às vezes têm dificuldade para se entender.
Gramática regular, estrutura de frases familiar e muitos empréstimos do inglês. Soa musical e é agradável ao ouvido. Fique atento à tônica das palavras e ao ritmo da fala — que podem levar tempo para dominar.
Pronúncia fácil — o que você vê é o que você fala (um pouco como o espanhol, mas ritmicamente um pouco mais divertido). O vocabulário se sobrepõe ao inglês em áreas como gastronomia, música e arte. A gramática é mais elaborada, com substantivos com gênero e conjugações verbais para aprender, mas é regular e lógica assim que você pega o ritmo.
Muito vocabulário compartilhado e familiaridade cultural. Mas é mais complicado do que parece — verbos irregulares, letras mudas e vogais nasais tornam a pronúncia difícil — no começo. Ainda assim, está em todo lugar na mídia, nos negócios e nas viagens, o que ajuda na imersão e na prática.
Um aviso: apesar do título deste post, ficar fluente em outro idioma nunca é fácil — é um compromisso de longo prazo que exige tempo, energia e determinação.
Se você está determinado a aprender um desses idiomas, recomendamos mergulhar de cabeça em um curso intensivo que vai te levar a um nível fluente rapidamente. Se isso combina com o seu perfil, dê uma olhada nos nossos cursos intensivos de espanhol em Barcelona.
A propósito, se você está interessado em um desafio no extremo oposto da escala — os idiomas mais difíceis de aprender para falantes de inglês são considerados aqueles da Categoria IV que envolvem sistemas de escrita de outro mundo, como chinês mandarim, japonês e árabe. Na Europa, os idiomas mais difíceis são considerados aqueles como finlandês e húngaro, que usam estruturas "aglutinantes". Isso significa que eles utilizam inúmeros sufixos para expressar uma ampla gama de informações gramaticais dentro de uma única palavra. Isso pode ser bem diferente da estrutura de frases relativamente simples do inglês — apesar de ainda usarem o alfabeto latino.




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